
Eis o valiosíssimo comentário ipsis litteris de Abreu para o assunto acima:
Uma boa parcela dos jornalistas:
- Acha que o ensinamento dado na universidade é suficiente para sua formação (não participa de cursos, eventos, palestras, lê livros da área extra-obrigatórios, pesquisa assuntos da área em que quer atuar, etc.).
- Não participa de eventos ou freqüenta grupos, digitais ou físicos, de profissionais da área em que quer atuar (além de não renovar os conhecimentos, não conhece novas pessoas e não mostra a qualidade do trabalho para grupos além do familiar e dos amigos próximos).
- Não fala ou ao menos lêem inglês.
- Não se interessa por dinheiro, finanças pessoais, planejamento, gestão e afins.
- Vive o jornalismo apenas no período da sala de aula ou nas 8 horas de trabalho.
- Não sabe vender e mostrar seu trabalho. Não adianta ser um ótimo profissional, se ninguém conhece seu trabalho sem um portfólio, um site com os trabalhos feitos, um blog que seja.
- Reclama que as vagas exigem experiência e esquece que os trabalhos de faculdade, para os que nunca trabalharam, se fossem feitos com o empenho que o professor inicialmente espera, são ótimas exemplos de trabalho que são considerados sim como experiência por qualquer empregador.
Aliás, falando em alunos especificamente, muitos consideram o trabalho de faculdade apenas um empecilho entre ele e o diploma. Tanto é que, quando entrevisto estagiários, sempre faço questão de ver o trabalho deles na universidade, pois a maioria nem considera essas peças dignas de ser mencionadas em entrevistas de emprego.
- Reclama de salários e do mercado de trabalho e não faz nada para mudar os itens anteriores. Prefere tomar um choppinho no bar de noite e viver conformado, afinal ‘o mercado é assim’.”
Portanto, sabendo que as boas vagas são indicações e que indicações advém do conhecimento das pessoas certas do seu trabalho, basta praticar os itens acima que, de início, você já dá um passo a frente de 80% dos jornalistas.
Além disso, sem trabalho, tanto de formação quanto de divulgação de suas qualidades, dificilmente um bom emprego baterá à porta. Para os profissionais que não cumprem os itens acima, que deveriam se padrão em qualquer profissional atual, só resta mesmo chegar aos 29 anos ganhando menos de 1 mil reais (~ US$524, €390) por mês”.